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Planejamento

A elaboração do planejamento estratégico de uma empresa pode ser comparada com os preparativos para uma viagem. Quando decidimos viajar, a primeira grande escolha a ser feita é o destino, certo? Feito isso, o próximo passo é decidir o meio de locomoção (carro, avião, ônibus). A partir de então, passa-se a desmembrar o planejamento da viagem em diversas etapas: escolha do hotel, passeios, restaurantes e etc.

 

Voltando para a realidade empresarial, a premissa é praticamente a mesma do nosso exemplo. O ponto de partida para criar o planejamento estratégico é definir a missão da organização, ou seja, qual o seu negócio e para que ele serve. Depois vem a definição da visão: onde seu negócio quer chegar e, por último, os valores, que são as regras de conduta da empresa para atingir os resultados esperados.  

 

Pronto. Com isso, foi dado o start no planejamento estratégico, etapa que, normalmente, costuma ser muito bem-feita pelas empresas.

Porém, é a partir deste ponto que começam os primeiros desafios de gestão e planejamento.

 

Como chegar lá?

 

Tirar o planejamento do papel e implementá-lo no dia a dia para colher os resultados esperados é um passo que tira o sono de muitos gestores.

 

Para ter sucesso nesse ponto, é importante que o gestor leve em consideração a análise de dois grupos de fatores, que podem ser benéficos ou prejudiciais ao negócio. São eles, os fatores externos, que se referem ao que está acontecendo com o mercado de atuação e com a economia do país e do mundo, e os internos, baseados nos pontos fortes e fracos da organização.

Com esse mapeamento em mãos, é a hora de definir uma estratégia empresarial. Vale lembrar que não existe uma fórmula padrão para isso. A melhor estratégia vai depender do contexto e da necessidade de cada organização.

 

É aí que a ferramenta Balanced Scorecard (BSC) faz toda a diferença e se torna essencial para ajudar no processo de viabilização do planejamento e gestão estratégica.

 

Entendendo como o BSC pode ajudar

 

Em primeiro lugar é importante ter em mente que o BSC não é uma ferramenta de planejamento, mas sim de execução da estratégia. Fazendo uma analogia, o Balanced Scorecard pode ser comparado com o painel de instrumentos de um carro, em que você encontra todas as informações necessárias para conduzir o veículo com segurança. O painel informa a velocidade do veículo, indica se está faltando óleo, se a porta está aberta, se o freio de mão está puxado e por aí vai. De acordo com cada informação recebida, você pode tomar uma decisão. Porém, ter um painel de instrumentos não faz do motorista um bom condutor. Mas, bons motoristas tomam decisões com base no painel correto.

 

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Na gestão empresarial, o BSC é uma excelente ferramenta que permite avaliar mensalmente os resultados e tomar as decisões mais assertivas.

 

Porém, para ter uma resposta efetiva, é importante trabalhar com os indicadores certos. Historicamente, as organizações concentravam suas análises apenas nos indicadores financeiros. Embora sejam muito relevantes, as análises ficam incompletas somente com essas métricas. Isso porque os indicadores de finanças, normalmente, trazem informações do passado. Saber se a empresa deu lucro no ano anterior não é garantia que o resultado será positivo neste ano.

 

Sendo assim, o que torna o BSC uma ferramenta importante para a tomada de decisão é que ele permite mesclar indicadores de diversas dimensões e olhar as informações de trás para frente.

Você consegue analisar os indicadores financeiros, indicadores de clientes (satisfação do cliente, participação no mercado, retenção, etc), indicadores de processos internos (operação, inovação, produtividade) e indicadores de aprendizado e crescimento (pessoas e TI).

 

A lógica dessas análises é simples para ajudar na tomada de decisão. Em linhas gerais podemos resumir dessa forma a análise desses indicadores: pessoas motivadas, capacitadas e com boas ferramentas executam bons processos. Se os processos funcionam bem, o cliente está satisfeito. Cliente satisfeito faz novas compras, indica outros clientes e, consequentemente, a empresa apresenta bons resultados financeiros.

 

Outra importante vantagem do BSC é que por ser extremamente visual, os indicadores são colocados dentro de um mapa estratégico, o que ajuda a avaliar e monitorar o desempenho das ações e comunicar a estratégia.

 

Ficou mais fácil tirar o planejamento estratégico do papel e transformá-lo em realidade? Considere o BSC como ferramenta para avaliar e monitorar o desempenho de suas estratégia e ficará mais simples chegar onde espera.

David Kallas
Professor de Estratégia

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