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Diariamente, todas as empresas precisam controlar seu fluxo de caixa e tomar decisões estratégicas. Esses processos são mais eficientes quando pode-se contar com uma boa gestão de tesouraria.


A relação entre esses elementos é clara. O gerenciamento de tesouraria torna a empresa menos vulnerável ao mercado, pois realiza a gestão diária das movimentações de recursos financeiros.


A partir disso, consegue-se identificar eventuais desequilíbrios com antecedência e providenciar o capital de giro necessário. No entanto, isso só é realizado se os processos estiverem alinhados ao planejamento estratégico.


É por isso que a gestão da tesouraria é importante para a sua empresa. Neste post, vamos tratar desse assunto e indicar como os temas da tesouraria estão relacionados aos negócios da empresa.


Como funciona a tesouraria?

A tesouraria possui diferentes objetivos no processo de gestão financeira. Ela é responsável por encontrar os melhores resultados, gerar lucro operacional e aumentar o patrimônio.


Esses propósitos são alcançados pelo direcionamento do fluxo de caixa, que deve andar em parceria com o planejamento estratégico. Esse conceito remete ao ato de definir estratégias que permitam alcançar os objetivos usando os recursos de forma eficiente.


Por exemplo: você define que, ao final do ano, precisa aumentar seu capital de giro em 20%. Esse objetivo deve estar alinhado ao planejamento estratégico e o gestor precisa se preparar para atingi-lo.


Caso contrário, o resultado poderá ser a necessidade de garantir um capital de giro muito oneroso em instituições financeiras, o que leva à redução da margem de lucro da empresa. Os objetivos, nesse caso, são inviabilizados, uma vez que a necessidade de caixa não foi corretamente planejada.


Você pode, por exemplo, ter aplicado de modo inadequado as suas fontes de financiamento ou excessos de caixa. Esses investimentos não condizem com a liquidez que você precisa, o que gera um descasamento de valor. Em circunstâncias mais graves, essa situação pode até mesmo ocasionar a falência do negócio.

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Qual a importância da gestão de tesouraria?

Esse processo é realizado de modo eficiente quando se consideram os 3 pilares da tesouraria:


Linhas de financiamento

Essas alternativas de crédito servem para atender a necessidade de capital de giro, mas a seleção da opção errada pode encarecer o processo para a organização, o que inviabiliza o crescimento do negócio.


Na prática, cabe ao gestor da tesouraria pesquisar a linha mais eficiente e com a menor taxa de juros para evitar o pagamento de custos extras desnecessários que impactem negativamente o crescimento do negócio, a geração de lucro e a rentabilidade.


Aplicações financeiras

Trata-se dos investimentos que podem ser realizados para que a empresa alcance seus objetivos com mais facilidade. A escolha deve considerar a necessidade de capital de giro e de liquidez.


Isso significa que, nesse processo, o gestor precisa pensar se precisará de muito caixa em um período curto de tempo. Nesse caso, precisará investir em uma alternativa de curtíssimo prazo, com rendimento inferior, mas que oferece a possibilidade de resgate quando necessário.


Por outro lado, se o fluxo de caixa está bom e os recursos financeiros podem ficar retidos por mais tempo, o rendimento tende a ser maior. Porém, o planejamento estratégico deve definir em quanto tempo será necessário ter acesso àquele dinheiro.


Proteção de risco

A gestão das ameaças inerentes ao negócio é uma atividade fundamental, pois as empresas estão expostas a riscos de crédito, de mercado, cambial etc. Por exemplo: uma exportadora pode contratar uma linha de financiamento para o exterior, mas o gestor não se preocupa com a proteção cambial.


O resultado, nesse caso, pode ser o descasamento de valor, porque o valor do dólar pode disparar e o empréstimo que, a princípio, era barato, passa a ter um custo muito alto.


É importante destacar que esses riscos podem inviabilizar o plano da empresa para seu crescimento. Aliando esses 3 pilares, a tesouraria deixa de ser um centro de custo e se transforma em uma área de negócio, colaborando para a tomada de decisões estratégicas.


O que fazer para ter uma gestão de tesouraria eficiente?

O primeiro passo é ter um responsável integrado ao planejamento estratégico da empresa. De nada adianta ter um comitê estratégico que conte com os diretores industrial, comercial e de serviços e com o presidente da companhia, se o controller e o CFO não participarem.

 

O CFO e o controller são fundamentais para a gestão financeira, sendo que o segundo subsidia as tomadas de decisão do primeiro e influencia a mudança estrutural do empreendimento. É somente com a presença desses dois profissionais que se consegue efetivamente integrar a área financeira ao planejamento estratégico e transformá-la em uma área de negócio.

 

 

O segundo ponto relevante é a necessidade do ferramental adequado para que os 3 pilares sejam atingidos e colocados em prática. É preciso ter controle de dados e de automação para que seja possível acompanhar as informações do mercado.


Contar com um sistema de gestão, portanto, é uma forma de não estar alienado do processo de controle. Por exemplo: quando você recebe um balanço, ele não significa muita coisa se for observado de maneira independente.


Ele deve ser complementado com controles gerenciais, informações de venda, painéis de monitoramento, dados financeiros etc. O objetivo é compreender o que o mercado está fazendo, quais são os níveis das taxas aos quais os investimentos estão atrelados e outros aspectos importantes à tesouraria.


Por fim, é necessário apostar na capacitação. Esse detalhe é o mais relevante para que o ferramental seja aplicado no cotidiano e os profissionais compreendam seus papéis no setor financeiro.


A empresa deve apostar em cursos e investir no aprendizado para que os especialistas entendam o funcionamento do mercado financeiro, suas particularidades, como interage com a sociedade etc. É assim que a tesouraria terá sucesso e estará alinhada ao planejamento estratégico.


A Saint Paul Escola de Negócios oferece cursos e MBAs voltados para a gestão de tesouraria, controle do fluxo de caixa e decisões estratégicas. Se você quer conhecer as opções, entre em contato conosco.

Alexandre Jorge Chaia

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