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rojeto de viabilidade econômica

Se a sua empresa está planejando um novo projeto, como entrar em um mercado ainda não explorado, lançar uma nova linha de produtos ou então abrir novas lojas no próximo ano é fundamental realizar a análise de viabilidade financeira. É essa ferramenta que vai apontar se vale a pena financeiramente seguir em frente com o novo projeto ou não.

 

Mesmo quem trabalha diariamente com análise de investimentos sabe como é difícil prever cenários de forma assertiva para extrair informações relevantes para a tomada de decisão.

Pensando nisso, neste post listamos o passo a passo para realizar uma análise de viabilidade financeira precisa e confiável. Confira:

 

Passo 1 – Projeção da receita

É muito importante tentar prever quais as fontes de receitas e como será o seu escalonamento no intervalo de tempo avaliado. Geralmente, a projeção é feita em um horizonte de 3 a 5 anos. Isso porque para que seja rentável, um projeto deve começar a dar retorno dentro deste período. A não ser quando estamos falando de projetos de longo prazo como os que envolvem infraestrutura, como por exemplo, a construção de portos, estradas e etc. Neste cenário, normalmente as projeções se estendem por um prazo de 10 anos ou mais, dependendo de cada caso.

 

Projetar a receita é uma etapa difícil dentro do projeto de viabilidade financeira. Nessa etapa, o profissional trabalha com previsões de demanda. Ele faz suposições para identificar qual será a procura dos produtos na nova loja, por exemplo.

 

Para ter mais precisão neste momento, é importante que o profissional de finanças invista em técnicas como, por exemplo, aprofundar seu conhecimento sobre o público-alvo e realizar o estudo demográfico da região em que vai atuar, além de analisar a performance dos concorrentes e identificar as oportunidades e gaps do mercado.

 

Passo 2: Projeção de custos e investimentos

A partir do momento que se tem as informações detalhadas de receitas do novo projeto é essencial realizar a projeção dos custos e investimentos. Nesse passo, deve-se projetar os custos variáveis, ou seja, aqueles que variam de acordo com a produção ou vendas. Exemplo: comissões, taxas, custos dos produtos vendidos, matéria-prima, entre outros. Os custos fixos também devem ser contabilizados. Eles são os valores recorrentes como: investimento em aluguel, salários, água, energia elétrica e etc.

 

Já os investimentos estão relacionados com a estrutura necessária para viabilizar o novo projeto. O detalhamento de cada etapa dependente da relevância do projeto. Se for um projeto de menor porte, você pode, por exemplo, trabalhar com custos como um percentual da receita e se basear no histórico da empresa e dos concorrentes para fazer a projeção.

 

Agora se o projeto for de grande porte será necessário fazer uma projeção mais detalhada, discriminando linha por linha cada custo e despesa do projeto. Isso pode ser feito por produto também.

 

Passo 3 – Análise de indicadores

Após realizar as projeções acima, você conseguirá identificar o fluxo de caixa do projeto e ter uma ideia do montante que vai entrar e sair da empresa a cada ano. Com essa informação em mãos, calcular os indicadores financeiros é um passo essencial para permitir a tomada de uma decisão assertiva.

 

Os indicadores mais usados no mercado são:

 

# Payback: indicador que mostra em quanto tempo a empresa vai reaver o investimento inicial. É muito utilizado para mensurar o tempo de retorno de capital e apesar de ser uma medida simples, que não leva em conta o valor do dinheiro no tempo nem os fluxos futuros do projeto, pode ser muito útil na etapa de priorização.

 

# VPL (Valor Presente Líquido): para calcular esse indicador será preciso determinar uma taxa mínima de retorno. Por exemplo, a empresa só vai aceitar projetos que tenham retorno acima de 20% ao ano. Para chegar a esse valor, deve-se levar em consideração o custo médio ponderado de capital da empresa, também conhecido como WACC. Se o VPL for positivo significa que o investimento é viável financeiramente.

 

# TIR (Taxa Interna de Retorno): esse indicador diz qual é a rentabilidade do projeto. A TIR mede exatamente o retorno que a empresa terá. Para o projeto ser aceitável, o resultado da taxa interna de retorno tem que ser maior do que a taxa mínima que o investidor exige – no caso das empresas, o WACC.

 

Após seguir todos esses passos, você está apto para identificar quais os projetos rentáveis ou aqueles que precisam ser retrabalhados ou descartados.

 

Análise de cenários

Uma etapa importante para o projeto de viabilidade econômica da sua empresa é realizar a análise de cenários. Ao fazer esse estudo, é possível identificar, por exemplo, os riscos dos projetos. Geralmente, a receita é sempre um ponto de atenção. Porém, dependendo da situação, o risco pode estar relacionado ao custo também.

 

Para realizar a análise de cenários é preciso levar em consideração as variáveis chave do projeto, aquelas que são as principais responsáveis pela geração de valor, e refazer os cálculos considerando cenários mais pessimistas. Ou seja, em um cenário de crise econômica pode ser que a receita projetada seja 20% menor, certo? Toda a projeção deverá ser refeita a partir deste cenário, refazendo os cálculos para identificar se o projeto permanece viável mesmo em momentos de stress financeiro.

 

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Um novo projeto que teve a viabilidade financeira aprovada e não contou com uma análise de cenário bem-feita pode reservar algumas surpresas desagradáveis.

 

Por exemplo, se ao aplicar a análise de cenário, for identificado que com uma redução de 10% da receita, o negócio deixa de ser rentável, no mínimo, estamos falando de um projeto que apresenta um risco para a empresa. Isso porque ele só tem uma boa rentabilidade em condição favorável.

 

Tudo isso mostra que investir tempo na realização de uma análise de viabilidade financeira detalhada é um recurso extremamente importante para ajudar a empresa a decidir se vale a pena ou não investir no novo projeto.

Elaine Borges
Coordenadora Acadêmica

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