O gerenciamento dos riscos é um trabalho de prevenção para evitar instabilidades no negócio. Mesmo assim, ainda há resistência para adotar esse procedimento. Uma das justificativas é a falta de cultura empresarial, que é um obstáculo a ser ultrapassado.
Para começar a mudar esse cenário, é preciso adotar 3 atitudes:
Cada um desses elementos é complementado pelo trabalho do outro, porque todos devem ter o mesmo foco. No entanto, é preciso ter um trabalho integrado de várias áreas, realizar uma auditoria para confirmar as boas práticas e ajustar o que for necessário, além de seguir o padrão internacional.
Isso só é conseguido quando os gestores compreendem os processos e conhecem os riscos inerentes a essas atividades. Desse modo, modifica-se o paradigma atual do mercado, que é o de trabalhar de maneira corretiva, não preventiva.
Na realidade, o que deveria ocorrer é atuar com o gerenciamento de risco para optar pela prevenção. Essa ação se baseia em 3 etapas:
Esse estágio prevê a definição de eventos internos e externos que podem influenciar as operações empresariais e bancárias. O risco deve ser classificado e continuamente monitorado e aprimorado para sua prevenção.
A definição do tratamento fornecido ao risco passa pela determinação da potencialidade do seu efeito, ou seja, é o grau de exposição do banco àquela ameaça. Esse também é o momento de analisar as probabilidades de ocorrência de prejuízo e o impacto em relação à instituição financeira.
Nesse momento, pode-se ou evitar ou aceitar o risco. No primeiro caso toma-se a decisão de não se envolver e no segundo age-se de maneira a sair da situação de risco:
Na segunda situação, há 4 opções:
Essas atitudes devem ser tomadas de acordo com cada caso. Isso depende muito das operações diárias e das características das situações.
Essa situação específica possui 5 principais riscos aos quais a instituição financeira está exposta. Confira:
Essa é a ameaça da pessoa ou empresa com a qual o banco está operando. Relaciona-se também à capacidade do cliente que realiza a operação, a possibilidade de inadimplência e as garantias necessárias.
Um exemplo foi o caso das empreiteiras em 2015. Mais de 250 pediram recuperação judicial porque a garantia para o acesso ao crédito eram os contratos feitos com a Petrobras. Como a estatal se recusou a efetuar os pagamentos, todas as empresas ficaram inadimplentes e deixaram mais de R$ 180 bilhões de créditos nos bancos.
Nesse caso deve-se levar em consideração a taxa de juros, as commodities, taxa de câmbio, mercado interno e externo, entre outros aspectos. Essa situação fica visível pela crise política que vem atingindo o Brasil nos últimos meses.
As situações de corrupção fizeram com que diversas crises passassem a ser vivenciadas pelo mercado, como a de demanda e de desemprego, por exemplo. Com o mercado desequilibrado, há mais riscos inerentes às operações bancárias.
Esse aspecto abrange uma série de questões, como as falhas de processos, inadequação de pessoal, falta de mão de obra qualificada, sistemas ultrapassados etc.
Um exemplo claro ocorreu depois de a Microsoft deixar de oferecer manutenção para os sistemas operacionais Windows XP. A justificativa foi a obsolescência do software. No entanto, muitas empresas brasileiras ainda utilizavam esse SO.
O resultado? Uma invasão hacker ocasionou o vazamento de dados e fez com que muitas empresas mantivessem seus servidores desligados durante 3 dias. Essa situação evidencia um risco operacional, porque muitos empreendedores acreditam que o antivírus resolve, mas essas questões de fraude ocorrem constantemente.
Portanto, o risco operacional exige muito trabalho e empenho para evitar sua ocorrência.
Essa é uma situação bem visível no mercado. Como as empresas estão com dificuldade de ter acesso a dinheiro e manter o negócio funcionando, elas começaram a realizar operações inexistentes, desconto de duplicatas, entre outras ações.
A consequência é a formação de um ciclo vicioso, que pode trazer grandes prejuízos para a instituição financeira. Nesse caso, o banco pode – e deve – exigir garantias.
A ideia, aqui, é a adoção de boas práticas, o chamado compliance. Agindo dentro da lei, você tem diversos benefícios. Caso contrário, pode sofrer sanções e multas.
Assim, fica evidente que o risco existe, mas que ele pode não acontecer. Por isso, a subjetividade existe e requer análise para ser reduzida. É assim que se evitam perdas e problemas para a instituição financeira.
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