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A inovação é o segredo para o sucesso. A frase pode ser um tanto clichê, mas demonstra a importância de buscar se destacar da concorrência e de ter um diferencial competitivo. Nesse cenário, surge o conceito de intraempreendedorismo.


Diferentemente do senso comum, que indica que o empreendedor é quem começa um negócio, a ideia, aqui, é trabalhar a motivação da equipe para garantir que os colaboradores busquem novas ideias e as implementem.


Isso pode ser assegurado de diferentes formas, mas requer que os colaboradores tenham comportamentos e habilidades específicas para que, então, consigam inovar dentro da empresa em que trabalham.


Neste artigo, vamos mostrar o que é esse modelo diferenciado de empreendedorismo, de que forma ele pode alavancar a equipe interna e como aplicá-lo na sua empresa. Confira.

 

O que é o intraempreendedorismo?

 

Intraempreendedorismo é um assunto relevante porque agrega valor para a organização e também para seus colaboradores. Sua concretização ocorre quando há profissionais que promovem mudanças dentro do negócio e criam situações inovadoras.


Desse modo, não é a empresa que é intraempreendedora, mas sim o colaborador. Isso acontece quando ele reúne algumas características, como:


  • entusiasmo
  • interesse
  • comprometimento com o negócio
  • iniciativa
  • autoconfiança, ou seja, o colaborador sabe que pode mudar a empresa
  • otimismo
  • flexibilidade para trabalhar em diferentes ambientes e enfrentar dificuldades
  • independência, porque não espera o líder para decidir. O colaborador toma suas próprias decisões e tem coragem para assumir riscos
  • persistência para tentar de novo de outro jeito quando algo der errado

É por isso que essas pessoas são fundamentais para o sucesso e a movimentação do negócio. São eles que fazem o trabalho de inovação e criam o potencial de mudança na organização. Por suas características, não ficam acomodados e buscam sempre aproveitar as oportunidades para reinventar o negócio.


A consequência é o aumento do valor do que a empresa entrega para o mercado e a elevação de sua vantagem competitiva, o que permite sua sobrevivência perante os concorrentes.

 

Qual o papel da cultura organizacional no intraempreendedorismo?

 

Esse conceito diferenciado de empreendedorismo impacta significativamente a satisfação do colaborador. Ele está diretamente relacionado à cultura organizacional, ou seja, se a empresa está mais ou menos disposta a se modificar e ter novas opiniões.


Para ver como a cultura organizacional influencia essa questão, podemos utilizar dois exemplos bem distintos:


  • O primeiro é uma agência de marketing, que exige que os colaboradores sejam bem empreendedores, tenham novas ideias e iniciativas e busquem sempre novas possibilidades.
  • O segundo é uma organização mais fechada, que exige o cumprimento de regras e tem uma estrutura bem rígida e hierárquica. É o caso da Igreja Católica, do Exército e de tantas outras empresas que existem no mercado.

Nesse caso, a formação de uma nova opinião é muito mais complexa. Sem julgamento de valores, a diferença entre os dois exemplos é que o primeiro troca de opinião em dias, enquanto o segundo pode levar anos e até séculos para mudar sua forma de atuar.


Assim, fica evidente que o grau de liberdade oferecido aos colaboradores fomenta a inovação e, por consequência, o trabalho intraempreendedor. Por isso, se o seu objetivo é criar um ambiente propício às mudanças, o ideal é cumprir as seguintes características:


  • hierarquia mais simples e em menor número de níveis para facilitar o fluxo de comunicação entre líderes e colaboradores
  • ambiente mais informal
  • carreiras funcionais abertas, que estimulam o rodízio de colaboradores entre departamentos e funções
  • ambiente que estimula a integração entre os setores
  • sistema de remuneração que mostre as prioridades com clareza

 

Como ajuda na motivação da equipe?

 

Considerando o fato de a cultura organizacional ser imprescindível para o estímulo ao intraempreendedorismo, a motivação no trabalho parte de um tripé: remuneração (salário + benefícios/prêmios), reconhecimento e desafios.


As pessoas são motivadas por esses 3 pilares, mas em diferentes níveis de intensidade. Por exemplo: para algumas pessoas, a remuneração é o mais importante. Para outras é o reconhecimento. E há quem precise do desafio para estar constantemente engajada com o trabalho.


Nesse contexto, o desafio do gestor é identificar o que motiva cada um dos colaboradores e entregar o que mais interessa a eles. Ao mesmo tempo, deve-se oferecer um ambiente de liberdade para permitir que as pessoas corram algum risco. Assim, o indivíduo é estimulado e incentivado, o que favorece o surgimento da inovação.


Porém, mais do que isso, é necessário que o próprio colaborador acredite no que faz. Ele deve acordar todos os dias e perceber que participa de algo maior e que seu trabalho é realmente relevante.


Isso significa que o sentido do que está sendo realizado é maior. O colaborador precisa compreender isso a partir do líder e se sentir motivado a atuar de forma empreendedora, que resultará, novamente, na inovação.


Entendeu como todos esses conceitos estão interligados e de que forma o intraempreendedorismo influencia a inovação e a motivação da equipe? Agora é só aplicar essa ideia na sua empresa. Aproveite para ter acesso a mais conteúdos relevantes assinando a nossa newsletter.

 

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Edison Kalaf
Professor acadêmico da Saint Paul Escola de Negócios

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