O assunto criptomoedas é um dos temas que mais têm despertado curiosidade e interesse nos últimos anos dos profissionais do mercado financeiro. Só para se ter uma ideia, um estudo divulgado pela Citigate Dewe Rogerson, empresa de consultoria em comunicação financeira e corporativa, apontou que mais da metade daqueles que investiram em criptomoedas planejam comprar mais moedas digitais este ano.

 

Saber qual o futuro do mercado financeiro de criptomoedas é ter uma resposta valiosa em mãos! Mas, antes disso, precisamos entender quais dilemas ele enfrenta e o que esperar deste modelo disruptivo.


Quer ampliar seu conhecimento sobre este assunto? Acompanhe o conteúdo e boa leitura!

 

Dilemas do mercado financeiro de criptomoedas

 

Atualmente existem mais de 2 mil criptomoedas no mundo. Ph.D em Gestão Estratégica e professor de MBAs e Especializações da Saint Paul e de outras Escolas de Negócios, Fernando Ruiz, explica que a primeira dúvida que surge é sobre a questão da sustentabilidade dessas moedas. Será que todas vão sobreviver?

 


Além dessa, existem outras questões importantes em relação a esta área. Listamos as principais preocupações que o mercado tem, mas ainda sem respostas:

 

  • Uso de energia: os bitcoins são criados por um processo complexo no qual supercomputadores processam continuamente cálculos matemáticos de alta complexidade, em milésimos de segundos, por meio de um software específico. E para que tudo funcione é necessário usar eletricidade. A quantidade de energia usada para validar as criptomoedas já chega a 1% do consumo de energia mundial. Será que é necessário procurar modelos mais sustentáveis para serem comercializadas?
  • Computadores quânticos: em poucos anos teremos computadores quânticos comercialmente disponíveis, com processadores capazes de quebrar a criptografia de moedas. Como vão ficar as criptomoedas quando esse tipo de tecnologia estiver disponível? 
  • Produtos tradicionais: produtos financeiros tradicionais não estão disponíveis para criptomoedas. Investidores tradicionais, grandes bancos e grandes empresas vão conseguir entrar no mercado cripto através de fundos geridos por gestores profissionais? Hoje ainda não há esse tipo de instrumento.
  • Regulação: como regular esse mercado de cripto no mundo inteiro já que é uma área que por origem é sem fronteiras? Como regular o envio, recebimento e a gestão disso? Quem ficaria responsável?
  • Tamanho de mercado: uma das preocupações é o tamanho que o mercado de criptomoedas pode alcançar nos próximos anos. Hoje, ele alcança os 200 bilhões de dólares. Para analistas, não é algo pequeno, porém também não pode ser considerado gigantesco, a ponto de ser maior que o mercado de dólares emitido no mundo ou mais do que se tem de ouro no planeta. Mas a pergunta é: se ele chegar a ser maior que isso, qual será seu limite?

 

Caminho sem volta

 

Mesmo com todas as questões e dilemas, a criptomoeda é uma disrupção do modelo tradicional de moedas. Há quem diga até que ela seria uma invenção maior que a própria internet.

 

O fato é que há nove anos um cara chamado Satoshi Nakamoto (há rumores de que seja um pseudônimo) criou uma nova moeda chamada bitcoin, que tem um blockchain - espécie de grande “livro contábil” que registra vários tipos de transações espalhados por vários computadores - por trás e uma robustez muito grande. Passado todo esse tempo, o bitcoin continua atraindo a atenção por todo o mundo e tendo um papel muito importante na sociedade.

 

“Só não se sabe o tamanho que isso vai tomar, a segurança que vai ter e como será a regulação disso. Mas que eles vão trazer muitos benefícios e valor para a sociedade não há dúvidas”, comenta o professor Fernando Ruiz.

 

O que o profissional deve fazer para acompanhar esse movimento?

 

Apesar das criptomoedas já estarem no mercado há aproximadamente 10 anos, elas ainda são bastante desconhecidas por boa parte da população, inclusive para quem trabalha com finanças.

 


Por isso, a indicação do professor e Ph.D em Gestão Estratégica Fernando Ruiz é que o profissional esteja muito antenado em tudo o que é falado sobre o assunto, seja porque esse ativo pode servir como gerador de valor, ou como um potencial ativo para a empresa, seja em diversificação ou proteção.

 

A dica é se capacitar através de fóruns, workshops ou eventos sobre mercado financeiro de criptomoedas. Seja lá qual sua função na equipe de finanças, o importante é monitorar esse mercado para os próximos anos.

 

“Como visão de carreira para o profissional de tesouraria, ele não só deve estar antenado com os sistemas todos de novas tendências, novas tecnologias e novos ativos financeiros, pensando em gerar valor para a empresa, mas também refletindo sobre a carreira dele, para evoluir como profissional e como pessoa”, conclui.

 


Gostou de aprofundar mais sobre o mercado financeiro de criptomoedas? Confira em nosso blog muitos outros assuntos sobre finanças!

Fernando Ruiz

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