Todo investidor sabe que precisa diversificar sua carteira de aplicações para garantir maior retorno de investimento e ter proteção contra riscos. No entanto, muitos ainda não conhecem as operações estruturadas, uma forma simplificada de obter esses benefícios.

 

Essa estratégia de investimento é uma boa aposta para quem tem dinheiro sobrando. Comprando um Certificado de Operações Estruturadas (COE), o investidor consegue aplicar simultaneamente na renda fixa e renda variável, o que proporciona mais ganhos e evita perdas.

 

A compra do COE também é ideal para o cenário atual da economia brasileira, pois as projeções indicam que a taxa básica de juros deverá ficar abaixo de dois digitos por muito tempo. Para entender melhor como esse processo funciona, este post vai abranger os principais aspectos desse tipo de aplicação.

 

Apresentaremos seu conceito, qual a relação entre retorno e perigos, e quais são as vantagens, riscos e custos dessa operação.

 

O conceito de operações estruturadas

São estratégias que utilizam o mix entre renda fixa e renda variável, o que leva a uma maior proteção do capital do investidor. Assim, consegue-se evitar a perda de dinheiro investido, devido a cenários adversos ou compensar os prejuízos.

 

Para que o investidor possa participar dessa operação ele precisa adquirir um COE, que é um título emitido pelos bancos. Trata-se de título escritural, porque o certificado será registrado na Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados (Cetip). Essa característica (título escritural e cutodiado na Cetip), fornece uma segurança extra para o investidor.

 

O COE é regulamentado pelo Banco Central (Bacen) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) desde 2013. A operação é considerada estruturada porque está fora do padrão das demais aplicações.

 

A garantia de retorno de investimento e proteção contra riscos

As operações estruturadas têm como sua característica principal o fato de abrangerem em um mesmo investimento em títulos de renda fixa e da variável. Esse mix permite que o investidor limite seus prejuízos e também ganhos.

 

Essa questão vai depender do seu perfil de investidor. Por exemplo: quem é mais conservador deve optar por um COE que tenha a maioria de seus papéis classificados como renda fixa. Já o perfil mais arrojado deve apostar em ativos predominantemente da renda variável.

 

Isso significa que o investidor pode escolher em manter 100% do seu capital protegido ou determinar que 50% seja aplicado em ativos de risco, e assim possibilitam obter ganhos maiores.

 

Nesse sentido, o COE pode ser estruturado para qualquer perfil de investidor, desde que as características sejam respeitadas. É desse modo também que se assegura o retorno do investimento e a proteção contra riscos, já que, de modo geral, quanto mais risco, mais alta pode ser a rentabilidade e vice-versa.

 

As vantagens das operações estruturadas

A grande maioria dos investidores brasileiros opta pela renda fixa. Essa situação é justificada por um motivo bem claro: a taxa de juros real sempre foi muito elevada. Assim, aplicações em renda fixa sempre foram bastante vantajosas pois o risco era baixo e o retorno, alto.

 

No entanto, esse cenário se modificou nos últimos anos. A taxa básica de juros da economia que é a Taxa Selic Meta está em 9,25% ao ano em agosto de 2017. No ano anterior, estava em 14,25%. Essa taxa de juros também é conhecido por taxa de juros nominal.

Já a taxa de juros real, que é medida pela taxa de juros básica menos a inflação que é geralmente medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estava em 7% ao ano e, em 2017, passou para 4% ao ano. Essa queda nos percentuais faz com que a renda fixa não seja tão atraente.

 

É aí que entra a vantagem do COE. Por misturar renda fixa e variável, esse tipo de aplicação garante um retorno superior, que está de acordo com o seu perfil de risco. Além disso, a quantia aplicada pode continuar protegida, mesmo que tudo dê errado.

 

Os riscos das operações estruturadas

Os investimentos sempre terão certo nível de risco. Nesse caso, ele é baixo, porque a única ameaça à qual o investidor está sujeito é a falência da instituição financeira que emitiu o COE. Por isso, é recomendado comprar títulos de grandes bancos, já que a chance de a entidade não honrar seus compromissos é quase nula.

 

Fora isso, há o risco das aplicações que compõem o COE. Por isso, é indispensável adquirir um certificado que seja condizente com as suas expectativas.

 

Os custos das operações estruturadas

O investidor precisa pagar uma taxa de administração, que já está inserida no spread bancário da operação. Portanto, os gastos para investir em um COE são bastante baixos e variam conforme a instituição financeira e volumes investidos.

 

Compreendeu melhor como funcionam as operações estruturadas e qual a relação com retorno de investimento e proteção contra riscos? Aprofunde-se no assunto lendo sobre como fazer investimentos no mercado financeiro.

 

A compra de um COE

Esse certificado pode ser adquirido diretamente nos bancos, já que são essas instituições que o emitem. Por isso, o primeiro passo para a compra de um COE é ser correntista do banco.

Em seguida, é necessário conversar com o gerente de relacionamento, que informará as condições do COE, como valor mínimo para investimento, prazo da aplicação, entre outras particularidades.

Em seguida, o investidor precisa preencher um formulário, que indicará qual é seu perfil. A partir disso é definida a melhor opção de ativo para o seu caso e o banco indica de que forma você pode fazer sua aplicação.

É importante mencionar que a maioria das instituições financeiras apresenta esse modus operandi em seus sites. Além disso, é possível acessar o site da Cetip para obter mais informações sobre o COE e assistir a vídeos que vão ajudar a definir a melhor opção de aplicação para você.

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José Carlos Luxo

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