A tecnologia mudou e vem transformando a forma como as empresas operam e também como as pessoas trabalham. A chegada da quarta revolução industrial possibilitou mais do que automatizar processos e funções mecânicas e repetitivas. Com ela também vem uma geração de colaboradores que já não se contenta apenas com o salário, e isso modifica a forma de gerir pessoas.


Nesse contexto, entra o RH 4.0, que tem entre outros propósitos encontrar novas formas de motivação para reter talentos. Ficou interessado em saber quais caminhos adotar para motivar sua equipe? Continue com a leitura que temos ótimas dicas para lhe apresentar em relação à tendências de RH!


A revolução da gestão de pessoas


A percepção do trabalho muda conforme as revoluções chegam às empresas. Do temor da automação na agricultura ao medo dos robôs substituírem o próprio ser humano nas fábricas, a cada revolução, novos comportamentos são percebidos.

A geração pós-guerra (baby boomers), entende o trabalho como uma obrigação. A grande motivação era por conseguir um emprego para ter sustento, conquistar promoções ao longo do tempo e permanecer numa empresa por muito tempo, se não para a vida toda. Em outras palavras buscava a estabilidade, o contraponto do que a guerra causou.


As gerações mais recentes no mercado de trabalho tendem a valorizar ocupações ricas em propósitos que contribuam para uma sociedade sustentável, além da busca pela qualidade de vida. Assim as relações de trabalho e a gestão de pessoas mudaram completamente, a começar pela carreira: dificilmente um jovem que é contratado pensa em passar 20 anos da vida dele naquela mesma organização.

Com a vida pessoal e o trabalho cada vez mais próximos, colaboradores exigem das organizações programas relacionados ao bem-estar físico, mental, financeiro e espiritual. Diante disso, novas tendências em RH surgiram para acompanhar todas essas alterações de comportamento das pessoas.


Líder precisa identificar o que motiva sua equipe


Uma pesquisa da Gallup, de 2015, constatou que, nos Estados Unidos, apenas 30% das pessoas estavam engajadas com o trabalho. O índice em todo o mundo era ainda mais baixo: 13%.


Sem dúvida esses números fazem qualquer gestor pensar sobre a maneira pela qual pode motivar e gerir melhor sua equipe. Afinal, estimular o trabalho apenas com recompensas financeiras já não é mais suficiente para essa nova geração.

Professor da Saint Paul Escola de Negócios, Roberto Monastersky diz que para muitos jovens a motivação é trabalhar em função de um propósito.


“Você dificilmente irá despertar a motivação em um jovem se propuser a ele somente a recompensa financeira na empresa, sem apresentar nenhum propósito que agregue valor sustentável à sociedade”, comenta.


E como a gestão de pessoas consegue identificar os propósitos da equipe? O líder tem que entender a realidade dos indivíduos que trabalham com ele. No caso de gerações mais novas, é preciso saber qual o contexto delas, como se comunicam, quais as redes sociais que têm importância para elas, por exemplo.


Já nas gerações anteriores é importante entender como pensam e como fazem a ponte com seus colegas de trabalho mais novos. São modelos mentais diferentes, assim como as motivações também.


“O líder que não entende a subjetividade, que quer colocar regras gerais de comportamento, não é líder”, argumenta Monastersky.


Neste caso, a tecnologia pode ajudar o gestor a conhecer melhor a equipe por meio das redes sociais, nos sistemas e avaliações de desempenho. As próprias redes internas das organizações também acabam dando uma referência do comportamento e tipo de perfil de cada colaborador.


RH 4.0: 4 ferramentas que ajudam a conhecer a equipe


Se a tecnologia é a base para se conectar a essa nova geração, cabe ao RH 4.0 também fazer bom uso dela. Cerca de 33% das empresas já utilizam algum tipo de inteligência artificial (IA) na gestão de pessoas, segundo relatório da Deloitte.


Algumas das ferramentas analíticas que o mercado oferece:

  1. People Analytics – para a estruturação, análise e acompanhamento de dados e informações dos colaboradores;
  2. HRMS – sistemas de gestão focados em trazer ganhos de produtividade e inteligência para o dia a dia da área;
  3. Gestão de Dados – informações que podem ajudar na identificação de comportamentos, gostos e anseios da equipe;
  4. Pesquisa de clima – é importante disponibilizar canais em que as pessoas possam participar sem se identificar, porque muitas vezes querem falar mas sem se expor.


Independente da tecnologia a ser usada, o importante é a percepção do colaborador. As tecnologias nunca vão substituir o contato humano. Elas estão aí para ajudar, e não para fazer o trabalho.


“A partir do momento que só existir a tecnologia, provavelmente estaremos caminhando para um distanciamento maior do afeto direto. E aí vai ficar mais difícil”, conclui o professor.

O texto ajudou você a compreender melhor as novas formas de gestão de pessoas atualmente? Ficou interessado e quer saber mais sobre tendências em RH? Confira mais conteúdos sobre RH 4.0 no blog da Saint Paul!

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Roberto Monastersky
Professor Acadêmico

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